Motorista que bateu em parada de ônibus e matou mulher não passou mal, diz laudo | RP

O motorista do carro que invadiu a parada de ônibus da Rodoviária do Plano Piloto, atropelando pedestres e deixando uma mulher morta, em 6 de julho, não passou mal. A conclusão é do laudo da Polícia Civil, divulgado nesta terça-feira (9/8). Ronaldo Soares Costa, de 54 anos, foi indiciado pela PCDF pelos crimes de “homicídio culposo e lesões corporais culposas (duas vezes) cometidos na direção de veículo automotor”. As informações são do Delegado-chefe da 5ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), Gleyson Mascarenhas, responsável pelo caso.

Gleyson destaca que as investigações apontaram para a realização de uma manobra imprudente realizada por Ronaldo, “ocasionando a morte de uma pessoa e lesões corporais em outras quatro pessoas”. “A alegação do condutor de ter passado mal na hora do sinistro não foi corroborada com as outras provas carreadas aos autos”, destaca o delegado.



A colisão do carro com a parada de ônibus na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto assustou a população do Distrito Federal pela gravidade do sinistro de trânsito. O episódio aconteceu em 6 de julho e matou uma pessoa e deixou outras quatro feridas.

Com o impacto, Gisele Boaventura Silva, de 44 anos, que aguardava o transporte coletivo, foi arremessada da parte superior do viaduto para a parte de baixo, uma altura de cerca de nove metros. A mulher teve a perna e o pé decepados e não resistiu aos ferimentos.



Instrutor em autoescolas


De acordo com informações do Diário Oficial do DF, Ronaldo Soares Costa era instrutor de trânsito de autoescolas. Ronaldo chegou a ser examinador de provas de direção, e foi suspenso pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF), após “provocar tumulto”.Em 2010, 2008, 2007, 1997 e 1994, de acordo com o DODF, o motorista foi selecionado para ser parte da Comissão Examinadora de Trânsito do Detran. No entanto, em 1997 e em 1994, o órgão suspendeu, pelo prazo de 30 dias, as atividades de Ronaldo como instrutor de autoescola por ele impedir, por meio de tumulto “incontrolável”, os exames de direção veicular dos candidatos à obtenção de Carteira Nacional de Habilitação.

Fonte: Correio

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