Morre aos 69 anos Epitácio Cardoso | RP

Morreu, nesta quinta-feira (28/3), o vigário-geral da cidade de Formosa, em Goiás, Epitácio Cardoso.

Ele estava internado, ao menos, desde o início deste mês, e faleceu em decorrência de complicações no quadro de pneumonia. Ele era um dos investigados em uma operação do Ministério Público de Goiás (MPGO), que investiga o desvio de R$ 2 milhões dos cofres da Igreja Católica. Os advogados não deram detalhes a respeito do quadro de saúde do vigário, mas lamentaram, por meio de nota, a morte do religioso.

Os defensores consideram as investigações “uma ação penal midiática sustentada tão-somente em condutas atípicas. Hoje, todos nós temos a firme convicção de que as injustiças e as misérias do processo penal também causam mortes diretas”.

Deflagrada em 19 de março de 2018, a Operação Caifás resultou na acusação de 11 pessoas, incluindo o vigário. Além dele, são investigados Thiago Wenseslau, juiz eclesiástico; Waldson José de Melo, pároco da Paróquia Sagrada Família, em Posse (GO); Guilherme Frederico Magallhães, secretário da Cúria de Formosa; Darcivan da Conceição Serracena, funcionário da Diocese de Formosa; Edmundo da Silva Borges Junior, advogado da Diocese de Formosa; Pedro Henrique Costa Augusto e Antônio Rubens Ferreira, empresários apontados como laranjas do esquema; Mario Vieira de Brito, pároco da Paróquia São José Operário, em Formosa; Moacyr Santana, pároco da Catedral Nossa Senhora da Imaculada Conceição, também em Formosa; e José Ronaldo Ribeiro, bispo da mesma cidade.

Em 12 de setembro do ano passado, o bispo dom José Ronaldo Ribeiro, acusado de ser mentor do esquema, renunciou ao cargo.

Operação Caifás

A suspeita é a de que os investigados na operação tenham adquirido propriedades, veículos e joias com dinheiro pago pelos fiéis em casamentos, batizados e eventos promovidos pelas paróquias, cujos preços foram reajustados.

Assim que a ação foi deflagrada, nove dos acusados permaneceram presos por quase 30 dias. Mas, na terceira tentativa dos advogados na Justiça, conseguiram habeas corpus impetrado no Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Eles respondem por apropriação indébita, associação criminosa e alguns por lavagem de dinheiro.

Em 5 de setembro, advogados de seis dos réus encaminharam um pedido ao TJGO para cancelar a ação penal e impedir que o processo continue. A justificativa era de que a verba seria privada e os religiosos poderiam dar qualquer finalidade a elas. No entanto, em 11 de setembro, a desembargadora Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira indeferiu o pedido de forma preliminar. Agora, a liminar tramita na 2ª Vara Criminal do município goiano, onde o mérito será julgado.

Entre as alegações dos defensores está a afirmação de que a denúncia “é uma verdadeira peça de ficção produzida desde as investigações exclusivas realizadas pelo Ministério Público, como que buscando transformar atividades corriqueiras do exercício religioso e sua gestão interna em tipos penais alheios à atividade da Igreja Católica”.


REDEPLAN aconteceu, virou notícia.


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