Seis vítimas de incêndio que matou 5 em clínica no DF estão internadas | RP

Seis vítimas de incêndio que matou cinco em clínica no DF seguem internadas. Duas vítimas que morreram eram de Planaltina-GO

Brasília – Três sobreviventes do incêndio que matou cinco pessoas em uma casa de reabilitação no Distrito Federal receberam alta na última semana. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), nesta segunda-feira (8/9). Outras seis vítimas ainda permanecem internadas e foram transferidas para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), unidade referência no tratamento de queimaduras.

O estado de saúde desses pacientes não foi divulgado pela SES-DF.

Relembre o caso

O incêndio ocorreu na madrugada de domingo (31/8), no Instituto Terapêutico Liberte-se, localizado no Núcleo Rural Desembargador Colombo Cerqueira, no Paranoá.

Cinco pessoas morreram na tragédia:

Darley Fernandes de Carvalho, 26 anos

José Augusto Rosa Neres, 39 anos

João Pedro Costa dos Santos Morais, 26 anos

Daniel Antunes Miranda, 28 anos (De Planaltina-GO)

Lindemberg Nunes Pinho, 44 anos (De Planaltina-GO)


No momento do incêndio, cerca de 20 internos estavam trancados dentro do prédio. Outros 26 estavam em uma edificação separada. Testemunhas relataram que ouviram gritos de socorro e fortes estampidos durante o fogo.

Clínica funcionava de forma irregular

O proprietário da clínica, Douglas Costa de Oliveira Ramos, 33 anos, admitiu à Polícia Civil que o local funcionava sem alvará de funcionamento válido. O espaço também não possuía aprovação do Corpo de Bombeiros e não havia passado por vistoria.

De acordo com a Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), a clínica possuía licença apenas para atuar na chácara 470, cujo alvará venceu em julho deste ano. O incêndio, no entanto, ocorreu na chácara 420, a apenas 500 metros de distância, que não possuía autorização.

Em 2024, outra filial da mesma clínica, em Sobradinho, já havia sido interditada por falta de licença.

A 6ª Delegacia de Polícia do Paranoá investiga o caso.

Deixe um comentário