Anápolis-GO sofre com escassez hídrica | RP

Uma redução de quase metade da vazão do Rio Caldas, responsável por 20% do abastecimento de Anápolis, gerou a falta de água em 47 bairros da cidade. De acordo com a assessoria da Saneago, normalmente o volume disponível para a companhia é de 170 litros por segundo (l/s). Mas após a crise, que teve início há cerca de uma semana, a vazão máxima fornecida passou para apenas 90 l/s.

Para reduzir os efeitos da escassez hídrica, a Saneago providenciou a abertura três barragens particulares na bacia do Rio Caldas. A primeira delas ocorreu na última quarta-feira (2), e outras duas nesta quinta-feira (3).

A partir de agora, o presidente da Saneago, Ricardo Soavinski, afirma que algumas casas já começarão a ser reabastecidas parcialmente. No entanto não há uma previsão de data para que tudo esteja normalizado.

Soavinski foi até o ponto de captação do manancial em Anápolis. “Esta foi a primeira vez que o Rio Caldas chegou a este ponto, o que não era esperado, então diante disso tomamos medidas emergenciais”, explica.

A vazão que a Saneago pode captar é repassada pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), empresa administradora do Sistema Agroindustrial de Anápolis (Daia). Apesar disto, Soavinski, argumenta que a concessionária busca minimizar possíveis imprevistos hídricos como este no município, que fica a cerca de 60 km de Goiânia.

Emergência

A primeira providência colocada em operação foi no último dia 18 de setembro, com a adutora de transposição do Córrego Capivari, para garantir o abastecimento de água nas demais regiões de Anápolis. Isso porque, o objetivo é auxiliar de forma preventiva, o Sistema Piancó, responsável por 80% do abastecimento da cidade. “Estamos no início da tramitação de um processo de licitação para a ampliação da estação de tratamento de água, adutora e reservatórios do Piancó”, aponta Soavinski.

Pensando a longo prazo, o rio faz parte de um estudo hidrológico, no qual, é avaliado como será o cenário do manancial no futuro. No documento que começou a ser feito em janeiro deste ano, é avaliado de que forma será possível garantir uma segurança hídrica até 2070 para Anápolis, Goiânia e as demais cidades da Região Metropolitana.

O Ribeirão Caldas é inclusive citado no estudo como o manancial que tem maior chance de ser responsável pelo abastecimento de água da capital, conforme o POPULAR apurou em matéria publicada no último dia 26. Porém, a captação seria entre Goiânia e o município de Bela Vista de Goiás. Caso isso aconteça, seria feita uma grande barragem, já que o Rio Meia Ponte não tem as condições necessárias para tal medida. No entanto, ainda não é possível avaliar se a situação atual influenciaria no levantamento, que será deve ser concluído em dezembro deste ano.

Abertura de represas e fiscalização evitaram rodízio em Goiânia, afirmam gestores

Em Goiânia, a situação hídrica foi de apreensão por quatro meses de seca, mas agora o rodízio no abastecimento público é descartado pelo presidente da Saneago, Ricardo Soavinski. “Estamos na reta final de estiagem”, afirma. Apesar dos primeiros chuviscos nos últimos dias, a previsão do Centro de Meteorologia e Hidrologia do Estado de Goiás (Cimehgo), chega para valer somente a partir da próxima segunda-feira (14). Por este motivo, a companhia reforça a necessidade de uso consciente da água pela população.

Mas para chegar até o momento de certa estabilidade, Soavinski aponta que um dos principais fatores para não precisar acionar o sistema de rodízio neste ano, foi a decisão de liberar reservatórios que reequilibraram a vazão do Rio Meia Ponte. O primeiro barramento foi liberado no dia 12 de setembro e até hoje, no total, sete reservatórios foram usados.

“Uma melhoria operacional também foi parte fundamental, com redução de perdas e a adutora do Sistema Mauro Borges”, exemplifica. Já para a titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis, a fiscalização e o planejamento antecipado de ações foram os principais pontos que evitaram o desabastecimento da capital.

A secretaria garante que com as medidas, está sendo possível manter a vazão do rio acima do nível crítico 4, de 1.500 litros por segundo (l/s), estabelecido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Meia Ponte. “Estamos com fôlego razoável até o retorno definitivo das chuvas”, afirma. No período mais complicado, a captação em Goiânia registrou vazões abaixo de 1.500 l/s.

Torneira seca

Lista de bairros da Região Sul de Anápolis que sofreram com a falta de água:

Bairro Paraíso
Bairro Santo André
Bairro São João
Calixtolândia
Cidade Industrial
Condomínio Porto Rico
Condomínio Sunflower
Condomínio Vale dos Pássaros
Conjunto Habitacional Esperança II
Conj. Raul Balduíno
Industrial Munir Calixto
Jardim Ana Paula
Jardim Bom Clima
Jardim Calixto
Jardim Esperança
Jardim Samambaia
Lot. Olhos D’água
Parque Calixtópolis
Parque da Primaveras
Parque São João
Polocentro
Reny Cury
Res. Arco Íris
Res. Bela Vista
Res. Copacabana
Res. do Trabalhador
Res. Florença
Res. Geovanni Braga
Res. Girassol
Res. Itatiaia
Res. Jibran El Haiji
Res. Morumbi
Res. Nova Aliança
Res. Pedro Ludovico
Setor Novo Paraíso
Setor Sul Jamil Miguel
Vale das Laranjeiras
Vila Esperança
Vila João Luiz de Oliveira
Vila Mariana
Vila Nossa Senhora D’Abadia
Vila Popular
Vila São Joaquim
Vila São Vicente
Vila União
Vitor Braga
Vivian Parque


REDE PLAN aconteceu, virou notícia.


Com informações de: O Popular

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