Novo presídio de Planaltina-GO será entregue 2 anos após previsão | RP

Unidade é a terceira a ser inaugurada entre cinco com segurança adicional prometidas na gestão ainda de Marconi Perillo (PSDB). Prisão antiga do município vai servir de apoio.

A chamada Unidade Prisional Especial de Planaltina Goiás será inaugurada na próxima segunda-feira (2). Com 388 vagas, a obra começou a ser feita em maio de 2017 e tinha a previsão inicial de ser concluída em julho do ano passado. É o presídio que começou a ser construído mais recentemente entre os cinco prometidos pela gestão passada de Marconi Perillo (PSDB) com recurso federal.

A construção, que ocupa um espaço de 6.982 m², equivalente a cerca de um campo de futebol, teve um custo de R$ 30,3 milhões, considerando os aditivos contratuais. O valor previsto no contrato inicial com a empresa licitada Concepção Engenharia era de R$ 17,6 milhões. A inauguração da nova unidade está programada para acontecer na próxima segunda-feira (2) e deve contar com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Apesar de não ter sido divulgado os detalhes de qual vai ser o modelo de administração da nova unidade, em entrevista à página de Facebook “Na Chibata do Barão”, em Planaltina, o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, disse que a unidade não será destinada exclusivamente a lideranças de facções, mas não entrou em detalhes. “Hoje a maior parte dos presos são faccionados”, ponderou quando questionado sobre o tema.

Desde fevereiro do ano passado, os dois novos presídios que já haviam sido inaugurados até agora, em Anápolis e Formosa, recebem detentos que são considerados lideranças de facções criminosas. A medida foi uma resposta da gestão anterior da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) à rebelião na Colônia Agroindustrial do Regime Aberto, que deixou um saldo de nove mortos de forma bárbara no dia 1º de janeiro de 2018.

Ainda no programa “Na Chibata do Barão”, o secretário informou que a antiga Cadeia Pública de Planaltina Goiás deve servir como um apoio da nova unidade, com uma parte sendo usada como de regime semiaberto. “É um tipo que informação que a gente não pode ficar antecipando porque a gente tem que conversar com o Judiciário e o Ministério Público.

A antiga Cadeia Pública de Planaltina vive situação precária com mais de o dobro de sua capacidade. São 435 presos que ocupam um espaço construído para apenas 141 vagas. Segundo o último relatório enviado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre a unidade, no mês passado foram encontrados 15 celulares na cadeia, além de 400 gramas de drogas e 8 facas artesanais. O documento avalia que as condições do estabelecimento penal são “ruins”.

Dois dos cinco presídios prometidos pelo governo não foram concluídos: as unidades de Águas Lindas e Novo Gama.

A obra do presídio de Águas Lindas foi retomada nesta semana, depois de ficar 778 dias parada, considerando todos os intervalos de tempo que foi paralisada desde o início da construção, em outubro de 2013.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) esteve na obra no início da semana, quando ela foi vistoriada e ele assinou o serviço para retomada das obras. A construção da unidade do Novo Gama permanece parada, ela também começou em 2013 e já foi concluída em cerca de 70%.

Sem resposta

A reportagem entrou em contato com a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) e solicitou alguns dados sobre os presídios de Planaltina, que está pronto, e sobre as unidades de Águas Lindas e Novo Gama, que ainda estão em construção. Nenhuma das demandas foram respondidas. Segundo a assessoria de comunicação da Goinfra, os dados estão em levantamento.

Foi questionada a porcentagem de conclusão e previsão de entrega das obras de Águas Lindas e Novo Gama, além da quantidade de dias que elas ficaram paradas. Além disso, foi questionada qual a justificativa para o aumento do custo do presídio de Planaltina, que teve a obra planejada para custar R$ 17,6 milhões e acabou custando R$ 30,3 milhões. Essa questão também não foi respondida.

A reportagem também enviou perguntas para a DGAP, que chegou a enviar uma resposta curta via aplicativo de mensagem, mas que foi apagada em seguida. Essa resposta do órgão informava que a escolha dos servidores que vão trabalhar na nova unidade de Planaltina depende da voluntariedade deles. Além disso, foi informado nessa resposta que outros dados como o perfil, origem dos presos e quantidade de servidores não seriam repassados por serem sigilosos.

Fonte: O popular

REDE PLAN aconteceu, virou notícia.


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