Investigação conclue que menino com ferimentos na cabeça não foi maltratado pelos pais | RP

Conforme apontaram as investigações do caso, que foi oficialmente encerrado, a criança teve um acidente e não sofreu maus-tratos por parte do pai e da madrasta, principais suspeitos na época.

Nesta segunda-feira (11/2), as investigações do caso da criança com ferimentos na cabeça, que aparentava ter sido queimada com ferro de passar roupas, em Formosa, interior do estado. Conforme apontaram as investigações do caso, que foi oficialmente encerrado, a criança teve um acidente e não sofreu maus-tratos por parte do pai e da madrasta, principais suspeitos na época. A polícia contou ainda que o pai chegou a ser detido quando levava o filho para uma consulta no hospital.

O caso foi registrado no dia 11 de janeiro deste ano. Trinta dias após o início das investigações, a equipe da Polícia Civil (PC), através da DPCA, apurou que no dia 9/12, domingo, por volta de 17h, a criança de 4 anos sofreu uma queda em sua residência, na zona rural do município de Niquelândia, local onde mora com o pai e a madrasta. Imediatamente, a criança apresentou um inchaço na cabeça e a madrasta colocou gelo no local.

Ainda segundo a polícia, no dia seguinte à queda, a criança permanecia com inchaço na cabeça e ainda apresentou inchaço no rosto. Rapidamente, os responsáveis foram em busca de atendimento médico em Niquelândia e Formosa, onde possuem familiares.

Submetida a avaliação médica e a exames de imagem, a criança não apresentou lesões internas e, em relação aos ferimentos na pele, recebeu prescrições de medicamentos, que foram prontamente adquiridos e administrados pela madrasta que, mais tarde, associou a eles tratamentos caseiros para a cicatrização do ferimento.

A polícia conta que, por causa do tratamento, as feridas da cabeça da criança começavam a cicatrizar, mas “a casquinha era arrancada” por ela, como ela mesma relatou, o que colaborou para o agravamento das lesões.

O pai, então, preocupado com o estado da criança e tendo de submeter seu automóvel a manutenção, conseguiu dispensa do seu trabalho no dia 11/01 para ir a Formosa. Na ocasião, a criança seria novamente submetida a avaliação médica, pois apresentava diarreia e agravamento das lesões na pele.

A caminho de Formosa, eles pararam em uma oficina, quando foram abordados e conduzidos à delegacia. Lá, os policiais avistaram a criança abatida, em razão da diarreia e dos ferimentos. A partir de então, o caso ficou sob a responsabilidade da DPCA.

As investigações sobre o caso da criança com ferimentos na cabeça, em Formosa
Ao longo dos 30 dias de investigação policial, foram colhidos 13 depoimentos, analisados diversos documentos, prontuários médicos e fotografias, com a participação ativa do Instituto Médico Legal e da equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

Por fim, as investigações apontaram que não houve maus-tratos, nem tortura e nem mesmo crime de lesão corporal. Pelo contrário, a criança, após ter sofrido um acidente doméstico, recebeu os cuidados devidos de seus familiares e, infelizmente, teve um agravamento dos ferimentos em sua cabeça, os quais infeccionaram.

Também ficou afastada a denúncia de que a criança comia apenas biscoitos, já que convivia com o pai e a madrasta na zona rural e, lá, lhe eram servidas todas as refeições, sendo café da manhã, almoço, lanche e jantar.

Atualmente, a criança permanece em bom estado, recebeu atendimento médico devido e já se encontra sob os cuidados de familiares, em cumprimento a decisão do Juizado da Infância e Juventude de Formosa, que também atua no caso.


REDEPLAN aconteceu, virou notícia.


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