Família de Planaltina-GO pede ajuda para criança de 3 anos fazer tratamento no exterior | RP

João Emanuel Alves Diniz, de 3 anos, sofreu paradas cardiorrespiratórias após um acidente doméstico, em Planaltina Goiás, e teve grave comprometimento neurológico. Família faz rifas e pede doações pela internet para custear um tratamento fora do Brasil que dê mais qualidade de vida à criança

Sem condições de arcar com R$ 60 mil para um tratamento fora do Brasil, os pais de João Emanuel Alves Diniz, de 3 anos, correm contra o tempo para tentar devolver ao menino a qualidade de vida depois de um acidente doméstico sofrido por ele no ano passado, em Planaltina Goiás, cidade do Entorno do DF. Após engasgar com uma uva, o pequeno, que tem síndrome de Down, sofreu uma parada cardiorrespiratória de 25 minutos, e a falta de oxigênio trouxe sequelas às funções neurológicas dele.

O tratamento que Nilton Carlos Diniz e Elaine Cristina Alves buscam é a chamada terapia celular regenerativa, que não existe no Brasil e, segundo a família, é realizada por um médico no Equador. Para arrecadar o dinheiro necessário, os pais do menino promovem uma “vaquinha” on-line. Eles também já fizeram a rifa de uma moto e agora rifam o único meio de locomoção da família de Planatina de Goiás, um carro Volkswagen Gol ano 2008. Até o momento, foram arrecadados R$ 9 mil, valor insuficiente para começar o tratamento.

Mesmo com as dificuldades, os pais de João não perdem as esperanças de dar ao filho uma qualidade de vida melhor. “Não vamos parar de lutar pelo João. Não tem a mínima possibilidade de parar, vamos até os últimos sacrifícios por ele”, conta, emocionado, o pai do garoto, o técnico de Internet, Nilton Carlos Diniz, de 43 anos.

João Emanuel tem uma história emocionante de resistência inclusive. O bebê nasceu com uma deficiência congênita chamada tetralogia de Fallot, uma falha nas artérias do coração que foi corrigida aos 7 meses de idade com uma cirurgia. A romaria da família em diversos hospitais e UTIs nos primeiros meses de vida de João, no entanto, só fortaleceu a busca deles por um futuro melhor para o garoto. “Como tem síndrome de Down, o João aprendeu a andar um pouco depois das outras crianças da mesma idade, mas era uma criança ativa, feliz e normal, dentro das suas limitações. Quando tudo aconteceu, ele já estava aprendendo a falar”, conta Nilton.

Meses de internação e tratamento em casa

A vida de João mudou completamente em 9 de setembro de 2017, data que nunca sairá da memória dos pais do menino. Era um sábado e o técnico de Internet estava trabalhando quando recebeu uma ligação com a notícia de que João, na época com 2 anos e 2 meses, havia se engasgado com uma uva.

Às pressas, a família levou a criança ao Hospital Regional de Planaltina, o mais próximo de onde moram. Ali viveram momentos de aflição. “Os médicos não desistiram do João. Conseguiram tirar a uva da garganta dele com uma pinça e ficaram muito tempo tentando fazer ele voltar. Quando ele finalmente voltou, foi entubado e os médicos orientaram que fosse transferido para outro hospital com mais estrutura”, relembra Nilton.

O menino conseguiu uma vaga na UTI do Hospital Regional do Paranoá, onde sofreu outras paradas cardiorrespiratórias, o que comprometeu ainda mais as funções neurológicas de João, em razão da falta de oxigênio no cérebro. Após mais de dois meses internado, a criança saiu do hospital para ser atendido por uma home care, onde recebe cuidados de uma equipe de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e fonoaudiólogos em casa. “Hoje o João não anda, não fala, respira por traqueostomia e se alimenta por sonda”, comenta a mãe, Elaine.

Esperança por meio de terapia

Segundo Nilton Carlos e Elaine Cristina, a terapia celular regenerativa pode melhorar o quadro de saúde de João e garantir uma melhor qualidade de vida. Quem descobriu informações sobre o tratamento do médico foi a própria Elaine Cristina, por meio de outras mães que perceberam melhoras significativas em seus filhos após a terapia. A família tem pressa porque, quanto mais cedo for feito o tratamento, são grandes as chances de João recuperar a qualidade de vida.

Mas, para garantir o avanço, são necessários ao menos R$ 60 mil, para pagar as cinco sessões da “aplicação” que ajuda na formação de um novo “tecido” muscular. Cada sessão custa US$ 3 mil, aproximadamente R$ 12 mil. Além da vaquinha on-line, também há contas bancárias para quem puder contribuir.

Para doar

Banco Itaú

Agência 4338

Conta corrente: 16889-3

Beneficiado: Elaine Cristina Alves Correia

Caixa Econômica

Agência: 1041

Operação: 013

Conta corrente: 00028565-8

Beneficiado: Sérgio Ricardo Alves Correia

Banco do Brasil

Agência: 3264-6

Conta corrente: 39132-8

Beneficiado: Sérgio Ricardo Alves Correia

Bradesco

Agência: 2094

Conta corrente: 0020800-0

Beneficiado: Nilton Carlos Diniz da Silva

Fonte: Correio Braziliense


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