Celg D é vendida para empresa Italiana de energia por R$2,1 bilhões | RP

A Celg Distribuição, empresa de distribuição de energia de Goiás, controlada pela Eletrobrás, foi arrematada pela empresa italiana Enel Brasil, no leilão de privatização ocorrido hoje às 9h na sede da BM&F, em São Paulo, com ágio de 28,03% e valor de R$ 2,187 bilhões.

A secretária da Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão Costa, considerou um “sucesso do leilão da CelgD fruto de esforço conjunto do Governo de Goiás, do BNDES, do Ministério de Minas e Energia, Eletrobrás e da senadora Lúcia Vânia”.


Esse é o primeiro processo de privatização na gestão do presidente Michel Temer e a terceira tentativa de venda da CELG. Em agosto último, houve uma tentativa de venda, mas a ação foi frustrada. Segundo a secretária, em entrevista recente ao Diário de Goiás oferta foi reformulada para tornar o empreendimento mais atrativo desta vez.


“Estamos muito felizes por termos sido selecionados pelas autoridades brasileiras para a compra de uma distribuidora de energia tão importante”, afirmou o CEO da Enel, Francesco Starace. “Goiás é um mercado excelente, no coração do agronegócio brasileiro, que oferece oportunidades de crescimento muito boas. A CELG é um investimento sólido e estamos ansiosos para começar a trabalhar na companhia, de forma a crescer no mercado brasileiro de distribuição, aproveitando ao máximo as sinergias existentes no Grupo, além de criar novas. ”

O conteúdo técnico e econômico da oferta da Enel Brasil será analisado entre hoje e o dia 9 de Dezembro de 2016, quando o BNDES deve anunciar os resultados preliminares da avaliação. O resultado final do leilão deve ser anunciado pelo Governo no dia 20 de Dezembro.


A assinatura e a conclusão do contrato de compra estão previstos para ocorrer no primeiro trimestre de 2017, após aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Depois de concluir a compra de aproximadamente 94,8% do capital social da companhia, os cerca de 5,1% restantes serão oferecidos aos atuais funcionários e aposentados da companhia, por meio de um processo que prevê a compra pela Enel Brasil das ações não adquiridas pelos funcionários e aposentados, cujos detalhes serão anunciados posteriormente.


Fundada em 1956 e com sede em Goiânia, a CELG (que atualmente é subsidiária da Eletrobras) atua em um território que cobre mais de 337 mil km² por meio de uma concessão que é válida até 2045. A venda da CELG é parte do processo de privatização de ativos lançado pelo governo brasileiro. O mercado da CELG inclui 237 municípios com uma população de 6,2 milhões de pessoas. A base de clientes da CELG, de 2,9 milhões, é atendida por meio de uma rede de mais de 200.800 quilômetros.


 No Brasil, a Enel opera em geração e distribuição de energia por meio da Enel Brasil e suas subsidiárias. No setor de distribuição, a Enel Distribuição Rio (antiga Ampla) e a Enel Distribuição Ceará (antiga Coelce) atendem um total de cerca de sete milhões de clientes, respectivamente nos Estados do Rio de Janeiro e do Ceará.


A Enel Distribuição Ceará foi reconhecida por seis vezes com o Prêmio ABRADEE de melhor distribuidora de energia do país, com altos índices de satisfação do cliente. No setor de geração convencional de energia, a Enel possui a Enel Geração Fortaleza, uma usina termelétrica com cerca de 327 MW de capacidade instalada no Ceará.


O Grupo Enel também está presente no setor de geração renovável de energia, por meio da Enel Green Power Brasil Participações, que tem uma capacidade total instalada de 648 MW – dos quais 401 MW de energia eólica, 12 MW de energia solar fotovoltaica e 235 MW de energia hidrelétrica –, além de 442 MW de projetos eólicos e 807 MW de projetos de energia solar atualmente em execução.


 Por meio da Enel Green Power Cachoeira Dourada, a companhia também opera uma hidrelétrica de 658 MW em Goiás, na área de atuação da CELG. Com a Enel Soluções, o grupo oferece soluções em energia e produtos e serviços em eficiência energética, enquanto, a Enel Cien opera uma linha de transmissão de 2.200 MW entre o Brasil e a Argentina.


 FONTE: GOIÁS REAL

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